Entrevista de Emprego nº01: Força na Peruca
Cara, a Mara Leve & Solta parece que acertou, vide os comentários (by the way, muito obrigada pelo carinho de TODOS). Força na peruca era tudo o que eu precisava hoje cedo...
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Depois da demissão a la Roberto Justus que rolou comigo, eis que tive hoje a minha primeira entrevista de emprego. Era algo para se estranhar, bem na quinta-feira após o carnaval... mas bem, em tempos de crise, em terra de cego quem tem um olho é rei. Enfim.
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Banho tomado, cabelo arrumado, terninho bem passado: time to go girl! Cheguei no endereço combinado e achei o prédio assim, meio muquifo. Bem, cavalo dado não se olha os dentes, o elevador está estragado mas são só - ! ! ! - 4 andares. Bora Gisele, pense nos glúteos sendo trabalhados:1-2, 1-2, 1-2.
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Cheguei. Um escritório muy estraño, bem feio, com sofá que parecia banco de kombi reformado e uma secretária que exalava poeira. Meu alarme anti-roubadas-tabajara começou a soar de leve... "vá embora Gisele, ainda dá tempo... corre que dá... vaza, se manda..." Mas as prestações do cartão de crédito falaram mais alto e eu resolvi ficar e ver no que ia dar.
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A porta se abriu e um senhor de uns 200 anos saiu lá de dentro. A impressão que eu tive era de um hermitão saindo das cavernas depois de um inverno tenebroso. Roupa cafona, meio amarrotada, barba por fazer, cabelo esquisito... Ele ofereceu a mão para ser apertada e disse: "Olá Gisela, vamos ali dentro conversar melhor". Puuuuuuuuuutz que bafo de cravo com canela! Só aquele bafo + o sofá kombi + a secretária do Machado de Assis me desanimaram. Mas calma que isso ainda não foi tudo.
Lá dentro, o Mestre dos Magos me ofereceu café e água. Para ser simpática, aceitei uma aguinha... que me foi servida em um copo descartável que não fora descartado, ou seja, su-jo. Putamerda, por que eu não ouvi meu sinal interior e saí correndo? Quando eu consegui firmar os olhos naquela figura que falava da história da empresa que foi fundada pelo seu pai e blá blá blá, percebi que além de tudo, o cara usava uma peruca ensebada! E para piorar, dependendo da expressão facial, a peruca ameaça cair para um lado e para o outro. Pronto, minha entrevista fora por água abaixo porque a partir daí, eu só conseguia prestar atenção na peruca balança-mas-não-cai!!! Como tudo indicava que a vaga era fumo, bem diferente do anúncio, eu resolvi me deleitar a observar o vai e vem da peruca.
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O Mestre dos Magos pareceu perceber que eu estava em um mundo paralelo e tentou me desafiar: "Você diz aqui no seu curriculum vitae (ô palavrinha brega meu pai!) que é uma pessoa criativa. Se tivesse que inventar um produto agora, o que inventaria?" Sem titubear, larguei: "Corega versão para perucas". O velho arregalou os olhos e se mostrou uma pessoa de péssimo senso de humor, terminou a entrevista e me agradeceu pela presença.
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Gente, depois que eu percebi que o trampo era fumo, o salário mais ainda, eu ia perder essa??? Força na peruca! O que é um peido para quem está cagado? - já dizia minha avó...
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Depois da demissão a la Roberto Justus que rolou comigo, eis que tive hoje a minha primeira entrevista de emprego. Era algo para se estranhar, bem na quinta-feira após o carnaval... mas bem, em tempos de crise, em terra de cego quem tem um olho é rei. Enfim.
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Banho tomado, cabelo arrumado, terninho bem passado: time to go girl! Cheguei no endereço combinado e achei o prédio assim, meio muquifo. Bem, cavalo dado não se olha os dentes, o elevador está estragado mas são só - ! ! ! - 4 andares. Bora Gisele, pense nos glúteos sendo trabalhados:1-2, 1-2, 1-2.
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Cheguei. Um escritório muy estraño, bem feio, com sofá que parecia banco de kombi reformado e uma secretária que exalava poeira. Meu alarme anti-roubadas-tabajara começou a soar de leve... "vá embora Gisele, ainda dá tempo... corre que dá... vaza, se manda..." Mas as prestações do cartão de crédito falaram mais alto e eu resolvi ficar e ver no que ia dar.
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A porta se abriu e um senhor de uns 200 anos saiu lá de dentro. A impressão que eu tive era de um hermitão saindo das cavernas depois de um inverno tenebroso. Roupa cafona, meio amarrotada, barba por fazer, cabelo esquisito... Ele ofereceu a mão para ser apertada e disse: "Olá Gisela, vamos ali dentro conversar melhor". Puuuuuuuuuutz que bafo de cravo com canela! Só aquele bafo + o sofá kombi + a secretária do Machado de Assis me desanimaram. Mas calma que isso ainda não foi tudo.
Lá dentro, o Mestre dos Magos me ofereceu café e água. Para ser simpática, aceitei uma aguinha... que me foi servida em um copo descartável que não fora descartado, ou seja, su-jo. Putamerda, por que eu não ouvi meu sinal interior e saí correndo? Quando eu consegui firmar os olhos naquela figura que falava da história da empresa que foi fundada pelo seu pai e blá blá blá, percebi que além de tudo, o cara usava uma peruca ensebada! E para piorar, dependendo da expressão facial, a peruca ameaça cair para um lado e para o outro. Pronto, minha entrevista fora por água abaixo porque a partir daí, eu só conseguia prestar atenção na peruca balança-mas-não-cai!!! Como tudo indicava que a vaga era fumo, bem diferente do anúncio, eu resolvi me deleitar a observar o vai e vem da peruca.
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O Mestre dos Magos pareceu perceber que eu estava em um mundo paralelo e tentou me desafiar: "Você diz aqui no seu curriculum vitae (ô palavrinha brega meu pai!) que é uma pessoa criativa. Se tivesse que inventar um produto agora, o que inventaria?" Sem titubear, larguei: "Corega versão para perucas". O velho arregalou os olhos e se mostrou uma pessoa de péssimo senso de humor, terminou a entrevista e me agradeceu pela presença.
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Gente, depois que eu percebi que o trampo era fumo, o salário mais ainda, eu ia perder essa??? Força na peruca! O que é um peido para quem está cagado? - já dizia minha avó...
