quinta-feira, 26 de março de 2009

ah se eu fosse engenheira...


Ainda não encontrei o emprego da minha vida, para trabalhar meio horário, receber um salário bem gordo e não ter chefe. Mas continuo procurando.
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Enquanto isso, tenho feito uns projetinhos aqui e acolá, popularmente conhecidos como "beaks", ou seja, bico mesmo.
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Ontem fui entregar uma apostila que traduzi para uma empresa de engenharia e descobri que tenho, vamos assim dizer, uma engenheira enrustida dentro de mim. Não que matemática seja meu forte, ou raciocínio lógico, não, não, longe de mim. O fato é que eu presenciei uma conversa telefônica que me fez almejar ser engenheira um dia, só para poder fazer igualzinho com as pessoas malas que me rodeiam.
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A conversa a seguir é a reprodução do lado de cá do telefone, já que eu nem faço ideia da pobre anta que estava do lado de lá:
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- Só um minutinho Gisele, senta aí. Hum sei. Hum hum. O documento da vistoria? Faltando o quê meu camarada? Não ouvi direito. O QUÊ??? Ele voltou da prefeitura de XXX por causa disso meu filho? E você tá me ligando para dizer isso meu chapa? A porra do documento votou porque estava faltando uns pinguinhos nos "is" na parte que eu desenhei? Faz um favorzinho pra mim então. Gisele, pode ficar aí, só um minuto. Bota um pingo no i e um acento no u. Que U? O do cu que eu estou te mandando tomar agora caralho!!!! Viadagem essa história de pingar i e cortar t!!!
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BLAM. Telefone desligado.
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O engenheiro olhou para mim como se nada tivesse acontecido e continuou falando sobre o documento que eu tinha traduzido. Nessa hora eu pensei: ah, como eu queria ser uma engenheira!!! Deu vontade de pedir o cara em casamento, juro!

domingo, 15 de março de 2009

será que

...demora muito para o inverno chegar?
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Eu bem sei que todos vocês estão passando por essa mesma temperatura escaldante, mas alguém aí está todo(a) empolado(a)? Caramba! O pior é quando as pessoas ao meu redor acham que eu não tenho espelho em casa. Follow me:
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Situação 01:
-Gi, tem uma bolinhas no seu braço...
-É eu sei, é por causa do calor... :)
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Situação 02:
-Gi, tem uma bolinhas no seu rosto...
-É eu sei, é por causa do calor... :
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Situação 03:
-Gi, tem uma bolinhas nas suas costas...
-É eu sei, é por causa do calor... :/
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Situação 04:
-Gi, tem uma bolinhas na sua perna...
-É eu sei, é por causa do calor. :
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Situação 05:
-Gi, tem uma bolinhas n...
-É eu sei, e no meu cu também. Quer ver?
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Por isso que eu pergunto: demora muito para o inferno, ops, inverno, chegar?

sexta-feira, 13 de março de 2009

meu aniversário está chegando...

quinta-feira, 5 de março de 2009

o pipoqueiro, a empregada e o dentista

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Nossa mãe, a foto acima me fez lembrar três coisas: dentista - empregada doméstica - pipoqueiro na porta da escola. Alguém consegue achar um ponto de conexão entre esses elementos? rsrsrs
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Quando pequena, eu odiava escovar os dentes, o que fez de mim uma frequentadora assídua de dentistas logo cedo. Eu chegava a colocar o creme dental na escova sob o olhar severo de papai, fazendo um teatrinho de quem ia escovar os dentes de verdade, mas ao menor vacilo eu jogava tudo fora... coisa de criança mesmo, hoje eu escovo direitinho!
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Lá em casa tinha uma empregada, a Vânia, uma mulata muito bonita, sorriso laaaaargo, gente boa e com muito fogo nas ventas.
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Na porta da escola tinha um pipoqueiro, parada obrigatória minha e da Vânia às quartas e sextas.
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Eu devia ter uns 7 anos de idade naquela época. Um belo dia, na despedida da nossa parada obrigatória, ouço o pipoqueiro dizendo à Vânia:
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>>E essa boca boa de boquete? Que dia vamos conversar melhor?<< .
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Criança é tudo igual, antes de virarmos a esquina da escola eu obviamente perguntei >>Vânia, o que é boca boa de boquete?<<>>Você está doida menina? Ele disse "boca de pipoquete", porque a minha boca é grande que nem a panela de fazer pipoca... foi uma brincadeira dele, largue isso pra lá e esqueça, ok? Menina bonita não fala da boca dos outros!<< .Confiei na explicação da Vânia e fui embora feliz e contente, rindo por dentro porque a empregada da minha casa tinha uma boca tão grande que parecia um boquete - a palavra pipoquete foi simplesmente abstraída da minha mente...
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A cada seis meses meu pai me levava ao consultório do Dr. Jairo para fazer uma limpeza de rotina nos dentes. A minha consulta aconteceu poucos dias após o episódio do pipoqueiro e da Vânia... Chegando lá, tudo corria bem até que eu cismei que tinha alguma coisa machucando a minha boca e cerrei os dentes. Dr. Jairo, um amor de pessoa, com toda a paciência tentou me convencer a abrir a boca:
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>>Vamos lá Gisele, já estamos acabando. Abra a boca só mais um pouquinho...
>>Nã-nã.
>>Tem cada bicho esquisito nesse mundo, né? Você já imaginou o tamanho da boca de um leão?
>>Hum-hum.
>>E de um hipopótamo então?
>>Hum-hum.
>>E a boca do rinoceronte?
>>Hehehe
>>Então qual é a maior boca que você sabe fazer?
>>A BOCA BOA DE BOQUETE!!!!! - disse eu, na minha inocência de impressionar um dentista que achava que a boca do leão, do hipopótamo e do rinoceronte eram grandes, mas não eram nada perto da panela do pipoqueiro da escola...
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Eu me lembro da cara de papai ficando vermelha que nem a camisa que ele usava, do Dr. Jairo ficando branco que nem o avental e da gargalhada que a assistente dele disparou sem dó de mim. Por último, me lembro do peso da mão do papai convertido em um ultra-mega-maxi beliscão com uma bronca homérica. Bem que a Vânia havia me alertado para não falar da boca alheia...
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Uma semana depois ela já não trabalhava mais para a minha família.

"O homem é mortal por seus temores e imortal por seus dizeres" Pitágoras

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